GAECO realiza operação Garoupa em Itapema

1 de dezembro de 2015 15:130 comentárioViews: 1072

12308764_929668080445873_1122912671643484828_nCrédito da foto: Maurício Barth

 

Desde a manhã desta terça-feira (1º), o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) realiza a operação GAROUPA em Itapema. Eles cumprem 11 mandados de prisões preventivas e 30 de busca e apreensão, além de 10 conduções coercitivas para depoimentos.

Na operação já estão confirmadas as prisões preventivas do vice-prefeito Giliard Reis; do seu pai o empresário José Francisco Filho Reis, o Dedeca; ex-secretário de obras Preto Vieira, do ex-secretário Carlos Humberto Cruz, o Piti, e de mais cinco empresários da construção civil de Itapema.

Três mandados de prisão ainda não foram cumpridos, seriam do vereador Wesley Carlos da Silva, Lelé, por ter exercido o cargo de secretário de Planejamento, de Giliandro Reis, empresário e irmão de Giliard e mais um nome ainda não divulgado. Foram apreendidos documentos na Secretaria de Planejamento, na FAACI (Fundação Ambiental Área Costeira de Itapema) e no gabinete do vereador Lelé, além das construtoras e imobiliárias envolvidas. Houve o sequestro de vários veículos de luxo e de bens imóveis. Os carros apreendidos foram encaminhados ao depósito em Porto Belo.

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O CASO

A operação teve início em maio deste ano, após uma representação dirigida ao Ministério Público da Comarca de Itapema. O promotor de justiça que recebeu a denúncia, João Alexandre, solicitou a cooperação do Gaeco para ajudar a desmantelar o esquema de facilitações e corrupção na construção civil. Trata-se de um esquema de concessão de licenças e aprovação de projetos aos empresários em desacordo com a legislação municipal e burlando a suspensão de protocolos. Lembrando que Itapema está passando pela reformulação do Plano Diretor e com isso, o prefeito Bolinha expediu um decreto que impedia novos protocolos na cidade.

Na coletiva de imprensa o responsável pelo GAECO de Itajaí, que atua em toda a região, Jean Michael Forest disse que não citaria nomes para preservar os investigados e a investigação em si, que ainda não terminou.

Além de Forest, que é o representante do Ministério Público, estavam presentes o Major Knoblauch da PM, Delegado Daniel Garcia da Polícia Civil, o comandante da 4ª Cia de Itapema tenente Rodrigues e o promotor da cidade, João Alexandre.

Todas as pessoas presas foram conduzidas para o presídio da Canhanduba em Itajaí, após o exame de corpo e delito, e estão sendo ouvidos na sede do GAECO na mesma cidade.  Os mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos pela Juíza de Direito da Vara Criminal de Itapema.

 

Comunicado da Câmara

A Câmara de Vereadores de Itapema vem a público informar que na manhã desta terça-feira, dia 01, o Grupo de Atuação Especial ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu mandato de busca e apreensão de documentos no gabinete do vereador Wesley Carlos da Silva (PSDB). Desde então, a Câmara de Itapema está à disposição do Gaeco, afim de contribuir com as investigações.

A instituição esclarece que nenhum outro gabinete esteve envolvido na operação, batizada de “Garoupa”, sendo que a busca aconteceu exclusivamente no gabinete do referido vereador. Na coletiva de imprensa realizada pelo Gaeco no início desta tarde, não foi confirmado o nome de nenhum envolvido.

O coordenador do Gaeco, o Promotor Público Jean Michel Forest, confirmou, apenas, que a investigação iniciada em maio ainda não terminou e apura crimes praticados contra a administração pública. “É cedo pra confirmar detalhes, mas o objeto da investigação está relacionado à construção civil de Itapema como um todo”, pontuou.

 

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Notada Prefeitura

O Município de Itapema recebeu na manhã desta terça-feira (01/12), a visita do Grupo de Atuação Especial ao Crime Organizado (GAECO). O Grupo cumpriu mandatos de busca e apreensão de documentos em empresas da cidade e no gabinete do vice-prefeito.

No mesmo instante a administração municipal colocou servidores a disposição dos policiais e toda a documentação solicitada foi disponibilizada de imediato. Também foram feitas coletadas de documentos no Setor de Protocolo e na Secretaria de Planejamento Urbano.

Segundo o Gaeco também foram realizadas 11 prisões preventivas, 30 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens, além de 10 mandados de condução coercitiva e outras medidas cautelares. Nenhum nome de envolvido foi confirmado pelo Gaeco que segue com a operação.

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