Projeto Ecografia Ecológica é realizado com gestantes de Balneário Camboriú

9 de maio de 2017 10:051 comentárioViews: 2

Com 36 semanas de gestação, Josiane Weber aguarda ansiosamente a chegada de sua filha Myrela. Durante este período tão esperado, ela e outras futuras mães participam semanalmente de encontros no Posto de Saúde Central, em Balneário Camboriú, com atividades que misturam informação e interação. Dentre elas está a ecografia ecológica, uma pintura feita nas barrigas das mães, a partir do último trimestre de gestação, onde elas conseguem visualizar de forma lúdica a posição do bebê.

A técnica consiste em realizar a palpação obstétrica, identificando o número de fetos, o tamanho, peso, situação e posição do bebê. Após a identificação da localização e a determinação da apresentação do feto, inicia-se a ecografia ecológica. A pintura é realizada com tintas laváveis, atóxicas para a pele. Também são pintados o nome e outras figuras que embelezem o trabalho final. A gestante tem direito de estar com um acompanhante, que pode junto à enfermeira, ter a oportunidade de interagir e participar deste momento, a fim de fortalecer o vínculo familiar.

“Claro que, a ecografia ecológica não substitui os exames convencionais, mas é uma maneira lúdica da mãe conectar-se com o bebê ainda na barriga, aprender um pouco mais sobre o período gestacional, aumentar o vínculo com o profissional de saúde que realiza o acompanhamento pré-natal, além de humanizar o pré-natal, conforme preconiza a Rede Cegonha” conta a enfermeira Priscila Pimentel Costa, uma das responsáveis pelo projeto.

Os encontros para as gestantes são divididas em dois tipos de grupos. O primeiro é realizado a cada 15 dias, onde elas recebem dicas sobre motivação corporal, alimentação adequada, prática de atividades físicas, cuidados com a chegada do bebê, bem como a rotina hospitalar. A cada trimestre da gestação, as mães recebem as informações de acordo com este período como forma de prepará-las. O segundo prioriza a interação tanto entre mãe e filho, quanto com outras mães. “Há melhora no vínculo com a família, no condicionamento e ainda oferece uma troca de experiências entre as participantes”, conclui Priscila.

Ana Paula Souto participa das atividades desde a quarta semana de gravidez. Hoje, praticamente no fim de sua gestação, ressalta a importância deste momento. “Conversamos entre nós, futuras mães, mas principalmente temos nosso próprio momento, em comunhão com nossos filhos”. Tatiane Vieira dará a luz ao menino Benjamin ainda este mês, e afirma que “o mais emocionante é acompanhar a barriga crescer a cada encontro”. Daniela Gomes também espera um menino, Luís Eduardo. Iniciou as atividades há apenas algumas semanas, mas afirma que é uma terapia e traz muito relaxamento a ambos.

Priscila conta que desde o início deste ano, mais de 130 mães participaram das atividades de ecografia ecológica. Este projeto é uma adesão das diretrizes da Rede Cegonha, estratégia do Ministério da Saúde que visa implementar uma rede de cuidados que assegure às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e atenção humanizada à gravidez, bem como o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis das crianças.

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